Unboxing do meu iMac de 27″
Enfim chegou meu novo PC. Faz um tempo já que estava adiando comprar um computador de mesa para desenvolver e ficar mais a vontade em casa. Com o uso intensivo apenas de notebook a alguns anos, meu pescoço e minhas costas começaram a reclamar feio esse ano.
Resolvi aproveitar a promoção de lançamento do site do carrefour, que dava 20% de desconto em qualquer produto do site e comprei o tão sonhado iMac de 27″. 20% de desconto em cima do preço da Apple Store fez uma grande diferença, pode acreditar :) Cheguei de viagem este fim de semana e enfim hoje uma notícia boa, chegou meu iMac. :)
Ponto mega-positivo: Tela. Não podia imaginar a qualidade desse display de LED. É fantástico. Em relação a tamanho, já estava usando um Samsung de 24″, mas o brilho, a definição do display de LED da Apple é fora de sério. Tirando ainda a resolução alcançada, de 2560 por 1440.
Preciso agora encontrar uma maneira efetiva de manter um sincronismo REAL entre os dados do iMac e do MacBook. Não queria nem algo web-based como dropbox ou sugarsync, seria alguma coisa normal mesmo, talvez até quem sabe um rsync possa ajudar. Se você tiver alguma opinião ou sugestão, me salve :)
Sobre o problema de flickering reportado por aí a alguns meses, achei que pudesse estragar a minha alegria, mas não, logo que liguei, junto com as atualizações, já veio um firmware do LED pra deixar tudo OK. :)
Segue algumas fotos do unboxing.
Como, e por que usar um DataSource JNDI.
Recebi uma pergunta esses dias por aqui.
Lucas,
gostaria de saber como trabalhar com arquivos .properties pra conexão com o banco de dados.
No Grails a gente nota que a conexão fica no código-fonte (DataSorce.class)…
Estou tentando descobrir como faço para ter um arquivo de propriedade com os parametros da conexão. Caso eu precise apontar para outro banco, não terei que recoompilar tudo.
production {
dataSource {
jndiName = "<nome_datasource>"
}
}
[GSolr] Beans declarados automagicamente
GSolr, é o nome do plugin de solr que estamos fazendo de solr para grails. Para quem quiser acompanhar o trabalho, o repositório está no github: http://github.com/lucastex/gsolr.
Uma coisa que já está feita é a leitura da configuração do gsolr e a declaração mágica de beans, um para cada servidor solr que estiver configurado. Exemplificando, vamos imaginar que a configuração esteja declarando três servidores Solr que serão consultados:
gsolr {
solr {
produtos {
(...)
}
noticias {
(...)
}
usuarios {
(...)
}
}
}
Particularmente, achei bem interessante usar o nome da closure para o nome do servidor ao invés de termos um atributo name = produtos :)
A mágica legal mesmo, é que o plugin vai ler esta configuração quando a aplicação for para o ar, e depois disso irá declarar / criar beans spring dinâmicamente, usando a Spring DSL. E os beans vão ter no nome a declaração feita na closure do usuário.
Ou seja, para os servidores solr declarados acima, o plugin irá declarar os Spring Beans produtosGSolr, noticiasGSolr e usuariosGSolr .
Desta maneira, vamos garantir que se você quiser o usar o plugin, o processo como um todo ficará o menos intrusivo possível, e você poderá usar os métodos (de pesquisa e outros) do GSolr apenas injetando o bean do servidor Solr que você quiser.
class PesquisaService {
def noticiasGSolr
def pesquisar = {
(...)
}
}
Achei no mínimo, muito prático. Tudo isso graças a Spring DSL que temos em groovy. Com um pouco mais de tempo, coloco o procedimento passo a passo para declarar os beans desta maneira. Enquanto isso, conheça um pouco mais sobre a Spring DSL aqui, ou veja o código fonte aqui e também aqui.
Tem alguma idéia ou sugestão para o plugin? Deixe um comentário!
Resolvendo dependências de sua aplicação Grails usando Ivy
Estamos fazendo o desenho do plugin do Solr para o Grails, e precisei das libs do solr/lucene. Dessa vez quis fazer diferente e usar o gerenciamento de dependências que o grails traz usando o ivy. Pra mim, que nunca tinha trabalhado com ivy antes, foi bem simples até.
Bastou eu levantar os grupos/artifactsId e versão do solr-core e do solrj (1.4) e adicionar no meu BuildConfig.groovy. Consegui estas informações no próprio wiki do solr, nesta página: http://wiki.apache.org/solr/Solrj#Maven
Depois disso, bastou adicionar um repositório para buscar os jars
repositories {
mavenRepo "http://mirrors.ibiblio.org/pub/mirrors/maven2"
}
E declarar as dependências que eu precisaria em runtime:
dependencies {
runtime 'org.apache.solr:solr-core:1.4.0'
runtime 'org.apache.solr:solr-solrj:1.4.0'
}
Grails e Solr juntos, o melhor dos mundos
Tá rolando uma discussão legal na lista “grails-users” sobre Solr.
Estamos levantando alguns pontos que seriam essenciais e interessantes para um plugin grails que cuidasse disso. Se você gosta também de Solr, ou está interessado, acompanhe os e-mails na Grails-Users ou no nabble aqui.
Você usa solr? O que acha interessante nele que deva existir em um plugin grails?
Criando um DataSource JNDI no JBoss
Ok, agora que temos uma aplicação grails rodando no ambiente jboss, temos que configurar um DataSource JNDI para ser usado, com isso evitamos que as credenciais e informações do banco fiquem diretamente configuradas em nossa aplicação.
Este procedimento é simples e facilmente descrito em dois simples passos:
- Driver do banco de dados: Você deve copiar o jar do driver JDBC do seu banco de dados para dentro da pasta <jboss_home>/common/lib
- Configuração do DataSource: No jboss ela é feita através de um arquivo XML. Após criar este arquivo, tenha certeza que o salvou dentro da pasta <jboss_home>/server/<seu_server>/deploy.
No meu caso, o arquivo se chama database-ds.xml e possui as seguintes tags (são altamente descritivas, acredito não precisar detalhar):
<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?>
<datasources>
<local-tx-datasource>
<jndi-name>jdbc/databaseDS</jndi-name>
<connection-url>jdbc:mysql://localhost:3306/banco_dev</connection-url>
<driver-class>com.mysql.jdbc.Driver</driver-class>
<user-name>root</user-name>
<password>senha</password>
<min-pool-size>5</min-pool-size>
<max-pool-size>30</max-pool-size>
<idle-timeout-minutes>1</idle-timeout-minutes>
<prepared-statement-cache-size>32</prepared-statement-cache-size>
</local-tx-datasource>
</datasources>
Agora para acessá-lo basta buscar pelo nome JNDI java:jdbc/databaseDS, ou no meu caso, como é uma aplicação grails, usar a declarativa no DataSources.groovy
production {
dataSource {
jndiName = "java:jdbc/databaseDS"
dbCreate = "update"
}
}
Como fazer o deploy de uma app grails no JBoss
Neste fim de semana quis fazer alguns testes pela primeira vez com uma aplicação grails no jboss.
Já tinha acompanhado na grails-users que existem alguns problemas para efetuar o deploy, e para cada um deles, uma sequência de passos obscuros para fazer o deploy acontecer com sucesso. Minha versão de grails neste procedimento é a 1.2.1 e do JBoss é a 5.1.0.GA
Efetivamente, o que acontece é que jboss traz junto com suas common libs vários jars que são empacotados juntamente com a sua aplicação quando você utiliza o comando grails war.
Existem alguns workarounds na internet que te mostram como modificar o BuildConfig.groovy (arquivo que define propriedades do empacotamento de sua app) para que após montar a estrutura de arquivos que irão ser empacotados, remova estes arquivos (principalmente o log4j onde o problema é mais aparente) do chamado stagingDir e os deixe de fora do pacote final.
Particularmente, achei a solução um tanto quanto diferente e acabei achando no FAQ do Grails e depois com mais detalhes nesta página uma solução menos intrusiva ao pacote, que é definir a prioridade de carregamento dos jars da aplicação.
Bom, para isso, precisamos criar um arquivo jboss-web.xml dentro do diretório WEB-INF de nossa aplicação que irá mostrar ao jboss que queremos “blindar” nossa aplicação para utilizar os jars que estão dentro de seu lib, e que estes por sua vez não deverão ser sobrescritos pelos jars do classpath do servidor. O conteúdo do arquivo segue abaixo:
<jboss-web>
<context-root>/projeto</context-root>
<class-loading java2ClassLoadingCompliance="false">
<loader-repository>
projeto:archive=projeto.war
<loader-repository-config>java2ParentDelegation=false</loader-repository-config>
</loader-repository>
</class-loading>
</jboss-web>
Na tag context-root estamos apenas aproveitando que a aplicação terá seu arquivo de configuração específico para o jboss e definindo o contexto em que ela será publicada. Nas tags seguintes pedimos para o jboss criar o nosso classloader isolado, com o nome “projeto:archive=projeto.war”. Com este nome (que deve ser único, por isto leva em consideração o nome do projeto), garantimos que as classes pedidas pelo nosso projeto serão procuradas ali, e caso não encontradas, nos classpaths seguintes (common/lib, depois no tomcat).
Basicamente isto seria suficiente para conseguir que o projeto rodasse sem problemas. Porém no meu cenário de versões (grails 1.2.1 e jboss-5.1.0.GA) existe outro ponto de conflito. O Hibernate Validator que está junto ao jboss também difere em versão e gera conflito com o grails. Neste caso a solução é ainda mais interessante e simples que a anterior.
Para resolver o problema no deploy que indica claramente problema de versão no Hibernate Validator, basta que você faça o download da última versão deste jar (no meu caso, 4.0.2-GA) nesta url: https://www.hibernate.org/30.html. Depois disto, resta apenas colocar o jar do hibernate validator dentro da pasta <jboss_home>/common/lib.
Pronto, a aplicação está rodando e funcional dentro do jboss!
10:36:32,815 INFO [[/projeto]] Initializing Spring root WebApplicationContext 10:36:41,155 INFO [[/projeto]] Initializing Spring FrameworkServlet 'grails'
PS: Vale lembrar que o arquivo jboss-web.xml é padrão para arquivos war, se você quiser configurar a ordem do classpath para aplicações ear ou sar, consulte o link acima para entender as diferenças.
Como acessar uma taglib de dentro de um service
Uma situação que acontece muito, é a reutilização das funções de taglibs dentro dos controllers de sua aplicação grails. Isso é muito fácil de se fazer, basta chamar o método usando o objeto com o nome do namespace da taglib.
Ou seja, para usar dentro do controller a função de formatação de números, definida pela função formatNumber (taglib já no core do grails), é só fazer a chamada assim:
def myAction = {
render g.formatNumber([number:5000.234, type: "number", maxFractionDigits: 2])
}
Esta função é equivalente a chamar a taglib de dentro de um gsp da seguinte maneira:
<g:formatNumber number="5000.234" type="number" maxFractionDigits="2" />
Mas quando precisamos fazer isto, por exemplo, dentro de um service, encontramos um probleminha chato, as taglibs não são injetadas automaticamente. Para contornar essa “situação“, temos que buscar a taglib manualmente, da seguinte maneira:
def myTag = grailsApplication.mainContext.
getBean('org.codehaus.groovy.grails.plugins.web.taglib.ApplicationTagLib')
def value = myTag.formatNumber([number:5000.234, type: "number", maxFractionDigits: 2])
Ahhh, para isso não se esqueca de injetar o objeto da grailsApplication da seguinte maneira
class MeuService {
def grailsApplication
(...)
}
Bin-go.
Devolvendo um texto como attachment no response
Me deparei com a seguinte situação em uma aplicação construída usando Grails.
O sistema gravaria o conteúdo de um arquivo (plain xml mesmo) dentro do banco de dados, para evitar dependências com filesystem. Mas este arquivo também precisaria ser lido posteriormente. A solução que estava disponível, era alguma coisa mais ou menos assim:
def arquivo = Arquivo.get(params.id) //recupera o arquivo da base render arquivo.texto
Legal, desta maneira (bem simples até), o conteúdo deste texto seria renderizado na página para o usuário poder salvá-la.
Imaginei que isto pudesse ser incrementado um pouco, e percebi que fazer com que o usuário tivesse que salvar a página (que continha apenas o XML) poderia se tornar um tanto chato com o passar do tempo. Resolvi alterar a action para devolver o texto em anexo ao response. Isso mesmo, com a caixinha para poder salvá-lo.
Olha que simples:
def arquivo = Arquivo.get(params.id) //recupera o arquivo da base
response.setContentType "text/xml"
response.setHeader "Content-Disposition", "attachment;filename=\"${arquivo.nome}.xml\""
response << arquivo.texto
Simples, colocando a instrução no header para que a “disposição” da resposta seja “attachment” (anexo), o browser ao invés de renderizar apenas o conteudo, retorna um arquivo com este texto.
Como definir o locale default de sua aplicação grails
Graças ao ótimo suporte de internacionalização que o grails nos proporciona, podemos alterar o idioma corrente da app passando apenas o parametro lang na URL. Com isso, o locale é definido para o usuário e se sua aplicação recupera as mensagens com o g:message ou outros recursos de i18n, usará o locale indicado.
Caso queira definir um locale default para sua app, basta sobrescrever o bean localeResolver no seu beans.groovy como abaixo:
beans = {
localeResolver(org.springframework.web.servlet.i18n.SessionLocaleResolver) {
defaultLocale = new Locale("pt", "BR")
java.util.Locale.setDefault(defaultLocale)
}
}
Sim, estou trazendo aos poucos tópicos que estavam em meu outro blog, blog.lucastex.com, dê uma passada por lá.





















