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[GSolr] Beans declarados automagicamente
GSolr, é o nome do plugin de solr que estamos fazendo de solr para grails. Para quem quiser acompanhar o trabalho, o repositório está no github: http://github.com/lucastex/gsolr.
Uma coisa que já está feita é a leitura da configuração do gsolr e a declaração mágica de beans, um para cada servidor solr que estiver configurado. Exemplificando, vamos imaginar que a configuração esteja declarando três servidores Solr que serão consultados:
gsolr {
solr {
produtos {
(...)
}
noticias {
(...)
}
usuarios {
(...)
}
}
}
Particularmente, achei bem interessante usar o nome da closure para o nome do servidor ao invés de termos um atributo name = produtos :)
A mágica legal mesmo, é que o plugin vai ler esta configuração quando a aplicação for para o ar, e depois disso irá declarar / criar beans spring dinâmicamente, usando a Spring DSL. E os beans vão ter no nome a declaração feita na closure do usuário.
Ou seja, para os servidores solr declarados acima, o plugin irá declarar os Spring Beans produtosGSolr, noticiasGSolr e usuariosGSolr .
Desta maneira, vamos garantir que se você quiser o usar o plugin, o processo como um todo ficará o menos intrusivo possível, e você poderá usar os métodos (de pesquisa e outros) do GSolr apenas injetando o bean do servidor Solr que você quiser.
class PesquisaService {
def noticiasGSolr
def pesquisar = {
(...)
}
}
Achei no mínimo, muito prático. Tudo isso graças a Spring DSL que temos em groovy. Com um pouco mais de tempo, coloco o procedimento passo a passo para declarar os beans desta maneira. Enquanto isso, conheça um pouco mais sobre a Spring DSL aqui, ou veja o código fonte aqui e também aqui.
Tem alguma idéia ou sugestão para o plugin? Deixe um comentário!
Grails e Solr juntos, o melhor dos mundos
Tá rolando uma discussão legal na lista “grails-users” sobre Solr.
Estamos levantando alguns pontos que seriam essenciais e interessantes para um plugin grails que cuidasse disso. Se você gosta também de Solr, ou está interessado, acompanhe os e-mails na Grails-Users ou no nabble aqui.
Você usa solr? O que acha interessante nele que deva existir em um plugin grails?
Usando JNDI na configuração do DataImportHandler
Quer evitar que suas credenciais (usuário e senha) estejam abertas no seu data-config.xml? A melhor alternativa com certeza é usar um datasource JNDI para isso e manter usuário, senha e url de conexão do banco de dados dentro do cointainer.
Para isso, é só declarar a tag dataSource do data-config.xml desta maneira:
<dataSource user="" password="" jndiName="JndiDoMeuDs"
Sim, os parametros user e password devem ser declados vazios, não se esqueça disso.
Apache Solr – Recomendação de livro
Pra quem gosta de busca e assuntos relacionados, um ótimo livro que recomendo é este: Solr 1.4 Enterprise Search Server.
Muito legal, bem abrangente, fala um pouco sobre cada coisa, desde implementações básicas necessárias de DataImportHandler, Transformers, Term-Suggest, Types e outros pontos.

Solr 1.4 - Enterprise Search Server
Foi lançado um pouco antes da versão 1.4 estável sair (por todo aquele problema do último bug do lucene e etc), por 2 dos committers: David Smiley e Eric Pugh.
Está custando $40 diretamente no packetpub: A url para o produto é esta: http://www.packtpub.com/solr-1-4-enterprise-search-server/book.
Recomendo a todos que se interessam pelo assunto, e trabalham com isso, guia de consulta imprescindível :)
Indexando vários campos com o mesmo conteúdo
Durante a definição schema do seu índice SOLR, muitas vezes precisamos armazenar o mesmo valor em diferentes campos (fields). Isto é necessário pelo fato de que cada field tem sua maneira de ser indexado, impactando diretamente no match deste documento em uma busca.
Por exemplo, temos o nome de um livro no nosso índice da biblioteca. Este nome deve ser flexionado no maior número possível de formas para que seja encontrado, seja removendo acentos, usando o snowball, o tokenizando e etc. Porém, ele também será usado em uma feature de “ordenação alfabética”. Neste caso sabemos que o campo deve ser indexado como “string” sem tokenização ou flexão, ou o resultado pode virar uma bagunça.
Grande parte das pessoas, enviam o campo duas vezes para o Solr, em dois fields diferentes, por exemplo: “nome” e “nome_ord”. Com isso, deixamos de usar uma diretriz bem bacana do solr chamada copyField que serve para copiar o conteúdo de um campo para outro.
Imaginando que os campos estejam definidos da seguinte forma:
<field name="nome" type="text" indexed="true" stored="true" /> <field name="nome_ord" type="string" indexed="true" stored="false" />
E usar no fim do documento a instrução copyField
<copyField source="nome" dest="nome_ord" />
Desta forma não adicionamos nenhum overhead de parse de uma nova informação, diminuímos a quantidade de dados enviada para o Solr (muito importante se estiver usando HTTP para indexação) e garantimos que a informação será exatamente a mesma.
Uma outra funcionalidade (esta disponível apenas a partir do Solr 1.4) é o maxChars que pode ser usado para restringir a quantidade de caracteres que serão copiados. Neste meu exemplo poderia ser usado para criar um resumo da introdução desta maneira.
<copyField source="introducao" dest="resumo" maxChars="3000" />
Boa!
Solr 1.4, mais que pronto
Pra quem acompanha a lista de discussões e o andamento do projeto, o Solr 1.4 já está prontinho para ser lançado tem algum tempo. O pessoal de dev estava apenas esperando o lançamento do Lucene 2.9 para oficializar o lançamento.
Quando então foi lançado, o pessoal do Solr empacotou o framework como RC, disponibilizou para download e na hora do lançamento (pra ser mais preciso, um dia antes), dois bugs significativos foram levantados no Lucene 2.9. A equipe do Solr os avaliou com calma, entrou em alinhamento com os devs do Lucene (alguns fazem parte de ambas as equipes) e decidiram por bem aguardar o Lucene 2.9.1 para efetuar o anúncio oficial do Solr 1.4.
Pois bem, com o lançamento oficial do Lucene 2.9.1 hoje a tarde, o pessoal do Solr já correu, e empacotou em uma versão final a release tão esperada, 1.4.
Amanhã, dia 07, será feito o lançamento final do Solr 1.4 sem mais delongas. Pois bem, é só aguardar! Mas se você quiser dar uma olhadinha antes, é só baixar os pacotes antes de serem replicados para o mirror central entrando aqui: http://people.apache.org/~gsingers/solr/1.4.0/.
Eu, em uma olhada muito, mas muito rápida por cima de algumas funcionalidades do Solr 1.4 (direto no wiki), levantei alguns pontos e encaminhei na lista de e-mails dos colaboradores da empresa em que trabalho. Não estão agrupados, muito menos organizados, mas segue como esboço e rascunho de um post que valeria a pena.
- SolrServer – SolrJ HTTP
- Configuração
- Timeout
- Quantidade de retentativas
- SolrJ altamente evoluído para criação da queries e integrado aos searchcomponents
- Configuração
- DataImportHandler
- Transformers
- Clob Transformer: Permite pegar dados direto de colunas clob no banco de dados
- HTML Stripper: Atua em campos com conteúdo HTML, removendo tags e deixando apenas o conteúdo
- Agora é possível usar o DIH indexando até conteúdos de um ‘datasource’ de e-mail, deixando ele fazer pooling em um e-mail e indexando o que chega.
- Eventos callback após indexação
- Transformers
- Replicação
- Configuração interna a aplicação – Funciona como um RequestHandler
- Dashboard de administração, permite ver como estão as replicações, qual indice está em cada nó, status do download de novos indices
- Permite replicação interna, via HTTP, não sendo mais necessário usar apenas rsync
- Com isso, possibilidade de usar em windows
- Menos configuração de infra estrutura
- Maior visibilidade do status da replicação
- Indexação
- indexação de grandes quantidades de documentos via streaming
- conexão é aberta com o master, e permanece assim enquanto necessário.
- Anotação @Field para poder adicionar um POJO direto ao índice, sem ter que transformar em SolrInputDocument
- indexação de grandes quantidades de documentos via streaming
- Componentes de busca (alguns presentes no 1.3 completos, outros eram beta, outros nem existiam)
- Sugestão de busca
- Spelling
- Highlight
- Resposta da busca em vários novos formatos
- php nativo
- json (já existia mas não era oficial)
- xml (normal)
- ruby
E muito mais…
Criando um Transformer customizado para o Solr
Solr é um framework uma ferramenta para a construção de servidores de indexação e busca on top of índices lucene.
Possui todas as funcionalidades que existem em um sistema moderno de busca, como paginação, highlight de campos, flexão das palavras e etc. Na minha opinião, de tudo que trabalhei nos últimos anos, sem dúvida, formam o conjunto mais poderoso de frameworks.
O Solr abstrai a camada Java do Lucene e disponibiliza uma interface http para a execução da consulta, fazendo com que fique muito fácil a integração com sistemas não-java.
Um dos recursos avançados de indexação com Solr são os Transformers a serem usados juntamente com o DataImportHandler. Com eles, você pode processar o texto antes de ser indexado. (Um outro post sobre configuração básica de Solr e de DIH deve vir em breve).
Semana passada, precisei de um transformer que pudesse retirar todas as tags HTML do texto a ser indexado (malditos editores rich text em javascript). Como o projeto aqui está usando Solr 1.3 não tive a possibilidade de usar o HTMLStripTransformer que virá no Solr 1.4 (e está enroscado pra sair). Então acabei tendo que criar um semelhante para a funcionalidade.
A criação de transformers é muito simples (imho, simplista até demais, fazendo com que as vezes, o desenvolvedor se perca durante a implementação). Deve ser desenvolvida uma classe simples, que implementa um método com a seguinte assinatura:
public Map<String, Object> transformRow(Map<String, Object> aRow, Context context)
Quando disse que é simplista demais, é pelo fato de que, (imho novamente), condições restritivas como esta deveriam estar documentadas em interfaces, mas não, quando necessário, o método é chamado via reflection, tendo certeza que ele está implementado.
No meu caso, eu precisaria além de implementar o Transformer, deixar explícito no arquivo de configuração do DIH (data-config.xml) quais os campos que deveriam receber o tratamento desta tag, fiz isso adicionando a tag removeHtml no nó de cada campo (não, este xml não passa por validação).
<field name="txt" column="texto" removeHtml="true" />
Com isto, estamos deixando claro para o DIH que o valor que retornar da query na coluna texto será repassado ao Solr para indexação no field txt (definido no schema.xml) e terá processamento do meu HtmlTransformer. Ah, não podemos esquecer da declaração do transformer para a entidade:
<entity name="posts" transformer="br.com.lucastex.dih.transformer.HtmlTransformer" />
Pronto, a classe está agora carregada e pronta para ser chamada quando um campo necessitar. Agora, vamos a implementação da classse. No meu caso, ela ficou bem trivial, pois o campo em questão nunca será multivalorado (ou seja, não preciso tratar a possibilidade do argumento ser um List, mas apenas uma String.
package br.com.lucastex.dih.transformer;
import java.util.Map;
import org.apache.commons.lang.StringEscapeUtils;
import org.apache.solr.handler.dataimport.Context;
import org.apache.solr.handler.dataimport.DataImporter;
import org.apache.solr.handler.dataimport.RegexTransformer;
import org.apache.solr.handler.dataimport.Transformer;
public class CopyOfHtmlTransformer extends Transformer {
public static final String TAG = "removeHtml";
public Map<String, Object> transformRow(Map<String, Object> aRow, Context context) {
for (Map<String, String> map : context.getAllEntityFields()) {
if (!Boolean.TRUE.toString().equals(map.get(TAG)))
continue;
String columnName = map.get(DataImporter.COLUMN);
String sourceColumnName = map.get(RegexTransformer.SRC_COL_NAME);
if (sourceColumnName == null)
sourceColumnName = columnName;
Object value = aRow.get(sourceColumnName);
if (value instanceof String) {
String result = stripHtml((String) value);
aRow.put(columnName, result);
}
}
return aRow;
}
private String stripHtml(String text) {
try {
String cleanText = StringEscapeUtils.unescapeHtml(text.replaceAll("\\<.*?\\>", " "));
cleanText = cleanText.trim().replaceAll("\n"," ");
cleanText = cleanText.replaceAll("\t"," ");
cleanText = cleanText.replaceAll("[\\s]+", " ");
return cleanText;
} catch (Exception e) {
//trata exception de acordo com seu contexto solr
}
return text;
}
}
Bom, o código é bem auto-explicativo. Basicamente recebe o além do contexto em execução do Solr/DIH, um Map de String e Object, que contém todos os campos e valores da linha que está sendo analisada/indexada no momento. Vale lembrar que este modelo de passagem de parâmetro é feito exatamente como descrito no Pattern BCDR.
Enfim, as linhas 18 e 19 garantem que o código só será executado para campos que tenham declarado a tag removeHtml=true como descrito anteriormente.
A linha 24 recupera o valor original do campo, ou seja, o que foi retornado pela query no banco de dados, e nas linhas 26 e 27 o resultado é tratado (através da chamada para o método stripHtml) e devolvida ao Map.
Ou seja, este é o momento onde você tem acesso a todos os campos que estão vindo do banco antes de irem ao índice. É nesta hora que você duplica seus campos, faz tratamentos, aplica padrões e templates, enfim trabalha a informação bruta original do banco de dados.
Já o método de remoção de tags HTML, não é nada além de um conjunto de regexes encadeadas com uma ajudinha do StringEscapeUtils (que saudade deste post) do Commons-lang.
Simples como